BEYOND THE METAPHOR: THE IMPORTANCE OF CHESS IN THE WORK OF SAMUEL BECKETT

Pedro Querido

Resumo


ABSTRACT

Much has been written on chess as a theme or motif in some of Samuel Beckett’s works, namely in Murphy (1938) and Endgame (1957), and most readings of these works seem to focus solely on the indubitable metaphorical force of chess, or rather of the popular conception of chess. Yet to fail to think of chess as chess – that is, as a complex system in its own right, one which boasts a long history, millions of current professional and casual players, a vibrant community and even competing schools of thought which fundamentally differ in the way they perceive and theorise the same game – is to fail to engage with the text in a way that does justice to Beckett. This article advocates a more balanced approach for the critical analysis of Endgame in general and the game of chess in Murphy in particular. Such an approach, it is argued, should include a more solid knowledge of chess theory and practice, and some examples of the kind of interpretations and insights that it could yield are discussed.

RESUMO

Já muito foi escrito sobre o xadrez enquanto tema ou motivo em algumas obras de Samuel Beckett, nomeadamente em Murphy (1938) e Endgame (1957), e a maioria das leituras dessas obras parecem concentrar-se sobretudo na indiscutível força metafórica do xadrez, ou melhor, da ideia popular do xadrez. Contudo, não pensar no xadrez enquanto xadrez (ou seja, enquanto sistema complexo por direito próprio, um sistema que tem uma longa história, milhões de jogadores amadores e profissionais, uma comunidade bem dinâmica e até diferentes escolas de pensamento que vêm e teorizam sobre o mesmo jogo de maneiras radicalmente diferentes) é não lidar com o texto de uma maneira que faça justiça a Beckett. Este artigo propõe uma abordagem mais equilibrada para a análise crítica de Endgame em geral e do jogo de xadrez em Murphy em particular. Será argumentado que tal abordagem deve incluir um conhecimento mais sólido da teoria e da prática do xadrez, e serão discutidos alguns exemplos do tipo de interpretações e perspectivas que esse tipo de abordagem poderá proporcionar.

RESUMEN

Mucho se ha escrito sobre el ajedrez como tema o motivo en algunas de las obras de Samuel Beckett, más precisamente en Murphy (1938) y Endgame (1957), y la mayoría de las lecturas de estas obras parecen centrarse únicamente en la indudable fuerza metafórica del ajedrez, o más bien de la concepción popular del ajedrez. Sin embargo, dejar de pensar en el ajedrez como ajedrez (es decir, como un sistema complejo por derecho propio, que cuenta con una larga historia, millones de jugadores profesionales y casuales actuales, una comunidad vibrante e incluso escuelas de pensamiento rivales que difieren fundamentalmente en La manera en que perciben y teorizan el mismo juego) es dejar de tratar el texto de una manera que haga justicia a Beckett. Este artículo aboga por un enfoque más equilibrado para el análisis crítico de Endgame en general y el juego de ajedrez en Murphy en particular. El argumento es que este enfoque debe incluir un conocimiento más sólido de la teoría y la práctica del ajedrez, y se discuten algunos ejemplos del tipo de interpretaciones e ideas que podría producir.


Palavras-chave


Samuel Beckett; xadrez; ajedrez; chess; literatura; literature; Murphy; Endgame

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